segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Manutenção quando dotô???



Há uma ilusão de que as pessoas vão comprar um computador e que ele funcionará perfeitamente para sempre, ou pelo menos pelo tempo que deveria durar até ficar obsoleto. O tempo passa e 6 meses, 8, ou 10, depois da compra o sujeito nos procura e ouvimos as seguintes frases:

- Rapaz! Meu computador deu pau!!!
- Absurdo! Novinho!!! 
- Deve ser vírus, meus filhos mexem de vez em quando, sabe???
(Alguns até confessam como se estivesse no padre): 
- Acho que ando entrando muito em sites que não devia 
- Também eu clico em tudo!

Mas na maioria das vezes é a mulher que não sabe mexer, o papagaio que é um fanfarrão e nunca o dono imagina que o simples fato de usar um computador já está fazendo com que muito em breve ele tenha que fazer uma manutenção de rotina.

Eu costumo dizer aos clientes que o ideal é que eles nos chamem, ou nos entregue os benditos de 6 em 6 meses para que um exame preventivo de software seja feito, isso para os usuários mais iniciantes, mas no geral a manutenção pode durar mais tempo, caso algumas manutenções sejam feitas pelo usuário com certa constância.

E você? Faz um preventivo de vez em quando, ou espera a máquina sair de cena para procurar um especialista??? Conte-nos sua experiência.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O ser off-line, em extinção.


Esses dias em devaneios de boteco conversávamos sobre o ser off-line, a opção de viver longe dos celulares, e-mails e redes sociais, além de outras opções modernas de se manter online.

Pensamos se era possível na altura do campeonato abandonar a rede de dados e viver uma vida do início do século passado, onde só o telefone, fixo, ainda fazia parte da convivência humana. Vamos ao veredicto passando pelas análises, mas lembrando que estamos pensando em um estilo de vida de cidade de médio ou grande porte, onde é preciso trabalhar/estudar:

Celular: Impossível viver sem. Claro, alguém está gritando e babando, enquanto justifica que o avô, ou o tio do irmão do primo ainda não tem celular e de fato existem milhares de pessoas no Brasil e no mundo que nunca tiveram essa belezura em suas mãos, mas que tipo de vida leva uma pessoa dessas??? Ela trabalha onde?

E-mail: Impossível viver sem. Lá está o leitor de novo aos berros de que conhece a prima da tia da avó que não tem e-mail e está vivendo, claro! Vive-se!!! Mas fique sem e perca a oportunidade de um emprego quando te ligarem (no fixo, caso te achem em casa, pois você não tem celular) pedindo que você envie seu currículo com urgência.

Redes sociais: ainda é possível viver sem. Sim, milhares estão fora ou sequer mexem em suas redes sociais, mas com certeza haverá um momento em sua vida que você vai se sentir um peixe fora d’água em uma mesa de jantar ou até mesmo no trabalho. As pessoas vão rir de Memes, comentar vídeos imbecis e sérios, falar da festa do Tião no próximo sábado e você se sentirá o mais desinformado da face da terra.

Computador/notebook: ainda é possível viver sem em casa, mas no trabalho impossível. Em casa você vai sentir falta de saber se um e-mail específico chegou ou não, pode ter certeza, ou mesmo coçar a dúvida sobre algo que só poderia ser sanada no Google. E claro, existem as lan houses que podem suprir a falta do computador em casa, mas a privacidade e comodidade ficam um pouco abaladas.

Claro pessoal, estou pensando em um perfil de pessoa que fez um curso superior, ou até mesmo só o segundo grau completo, trabalha, socializa-se e precisa se comunicar com alguma chefia específica. Posso eu mesmo citar aqui que talvez um lixeiro, ou varredor de rua, até mesmo um mecânico, pode facilmente viver sem nada disso que citamos aí em cima, e vivem, por enquanto, pois em nossa sociedade é cada vez maior a criação de necessidade do uso desses “facilitadores” de vida, facilitadores entre aspas, pois na minha opinião todas estas “maravilhas” modernas só vieram se instalar entre nós no sentido de tentar nos vigiar e aumentar nossa produtividade (falharam no Facebook! Hahahaha).

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Viber, Tango, Voxer, Whatsapp e Skype


Posso afirmar que é a coisa mais linda ter TODOS estes aplicativos citados aí no título! Por quê??? Grita o leitor ansioso que sempre dá seus gritos por aqui. Porque é e pronto, poderia eu dizer isso aqui se não fosse um espaço para dicas e reflexões sobre as tecnologias que nos cercam. Vamos às análises.

Vou por partes, analisando todos esses programas que ameaçam o SMS e o MMS tradicionais e que já mudaram a postura da maioria das operadoras em relação a pacotes de mensagem infinitos. Mas que programas são esses??? O que fazem afinal??? Grita o leitor estressado... Vamos a eles:

Primeiramente a alegria de que existem em quase todos os OS, isso sim pode ter importância singular, pois o fundamental para usar é ter uma boa carta de contatos.

Os clássicos que já falei por aqui:

Viber.

O programa manda SMS e faz ligações VOIP de muito boa qualidade, prefiro ele que fazer ligações via Skype. Dá pra falar no viva voz e trocar a conexão em plena ligação do wifi para o 3G com um clique. Às vezes via 3G é bom ter paciência, pois a voz pode demorar a ir de um lugar para outro, então eu só uso quando estou no WIFI. Além do SMS comum é possível ainda mandar a sua localização e imagens tiradas na hora ou da galeria. Se seu contato não estiver online nas ligações e mensagens, assim que ele reconectar a uma rede de dados receberá o aviso de chamada não atendida e o SMS.

Whatsapp.

Meu prediletinho, não sei se pelo verde com seu desenho simples, ou porque foi o primeiro, sei que amo. Dá pra mandar mensagens e uma infinidade de emoticons, além de sons gravados na hora, vídeos, localização, contatos e fotos. Ele é simples, rápido e confiável. Usa pouca rede. Você escolhe se vai puxar ou não a imagem que está recebendo (bom pra planos 3G limitados, pois você puxa a imagem quando chegar a um WIFI zone). É legal que tem um “visto” mostrando que você enviou e a hora que a pessoa recebe outro “visto” confirma a ação. Fantástico.

Os mais novos:

Tango.

Pouco explorado por mim praticamente serve para vídeo chamadas. Uso pouco, pois não tenho câmera frontal e a pessoa que está falando comigo acaba vendo o chão. Ele permite silenciar a chamada e tem uma tecla alto falante, mas eu nunca consegui conversar como telefone, só no viva voz, acho que por fone de ouvido funciona melhor. Ele faz o mesmo serviço de um FACE TIME do iPhone. A conexão é excelente, mesmo 3G. Outro dia eu e meus pais ficamos conversando por mais de uma hora e eles no trânsito me mostrando sua rotina. Fantástico pra matar a saudade. Se você ligar para um contato desconectado, ou que não atenda é possível deixar uma mensagem de voz.

Voxer.

Tão divertido quanto o Whatsapp tá ganhando meu coração aos poucos. É uma espécie de Walk Talkie mais inteligente, pois você vai saber exatamente quando pode falar sem ter que atropelar o interlocutor ou ter um código “câmbio desligo” e tal. A mensagem recebida fica gravada e ao clicar play você ouve seu contato. É super! Dá também para mandar foto recente, da galeria e sua localização. É bem eficaz, pois não depende tanto da velocidade de conexão, por isso ganha bem meu coração tal qual o Whatsapp.

O mais velho:

Skype.

Considero buguento demais, mas já mudou muito, está mais estável. Esses dias usei, mas como os outros programas acima entraram na minha vida, abandonei ele totalmente, mas é bom ter instalado para caso de urgência e porque a lista de contatos costuma ser a maior de todas, né? Não adianta um programa excelente sem ter com quem conversar. Ele manda mensagens como chat, imagens, arquivos e chamadas de vídeo e/ou voz.

Conclusão:

A ideia é ter todos e mais o Google talk (que manda mensagem e faz vídeo chamada), MSN e Facebook chat, o ideal é estar sempre conectado, possibilitado de falar com os amigos e outros contatos, como profissionais e etc, sem ter que usar o plano de minutos de seu celular, para isso é preciso um smartphone com WIFI e um plano 3G ilimitado (que já se encontra em quase todas as operadoras por 9,90 mensais). Destruir o cartel das operadoras e fazê-las nos entregar serviços mais eficazes como o de SMS infinito serão os frutos que colheremos! Teste-os!!!

Ainda sobre alianças e mudanças de status.


Como toquei no assunto de que as pessoas costumam mudar seu status social no texto sobre alianças e redes sociais, resolvi falar um pouco mais sobre a percepção que tenho sobre o assunto e endossar ainda mais que o que se perdeu nos seres humanos não é a maneira de fazer alianças ou a entrada de redes sociais em nossas vidas e sim o respeito do seres humanos por si mesmo e pelos outros.

Ora, no texto em questão eu havia abordado o tema polêmico, que já li em várias revistas sobre comportamento, de que uma aliança atrai mais oportunidades de traição de um parceiro que a falta dela. Um homem com aliança é um homem que gere uma família, confiável e estável, todas essas balelas primitivas que alguns preconceituosos carregam dentro de si. Sim, preconceituosos, pois esquecem-se de analisar caso por caso, vida por vida, indivíduo por indivíduo. Ora, onde já se viu um homem de aliança que trai ser alguém estável e confiável?

Enfim, nas redes sociais, os solteiros estão inventando uma nova maneira de atrair interessados. Sabemos que quando estamos solteiros existe uma pequena, em alguns casos extensa, lista de possibilidades que nos rodeia, porém descobriu-se que quando há uma mudança de status de relacionamento, algo como a colocação de uma aliança no dedo, o indeciso(a) que andava ciscando em outro terreiro se desespera e tenta lutar, enquanto ainda a perda é recente, pelo ente que está se “enforcando” com outro indivíduo.

Tudo bem que isso endossa a coisa de que um compromissado pode parecer mais atrativo que um solteiro, pois sempre questionamos o por quê de um indivíduo se manter solteiro como se isso não pudesse nunca ser uma opção de estilo de vida e sim a comprovação de que o solteiro está a tanto tempo no mercado que perdeu a validade.

As redes geram coisas úteis, mas servem para ser banais. Não tema ser tachado de “forever alone”, apegue-se ao tema “antes só que mal acompanhado” e desencane da árdua missão de procurar alguém. Cuide de você para você, tanto esteticamente quanto social e emocionalmente, apaixone-se por si próprio e as coisas fluirão automaticamente, independente de seus status de relacionamento, pois não há nada mais patético que perceber que a mudança de status foi para tentar movimentar o social, é patético, é como colocar na testa a placa de “desesperado”, evite.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Status de rede social, a nova aliança?

A aliança em nossa sociedade funciona como uma espécie de pacto. As alianças estão na humanidade desde tempos remotos, a bíblia traz vários exemplos de aliança entre Deus e sua criação, entre os homens, reis e nações.

O tempo passou e nas sociedades ocidentais modernas a aliança virou sinônimo de noivado e casamento. Na geração retrasada o sonho da maioria das meninas era ganhar uma aliança de um noivo romântico – ou não - e há quem ganhe aliança hoje em dia dependurada em chave de carro, juro.

Nos dias atuais a aliança dos dedos perdeu um pouco da força, o discurso de que isso não prova nada a ninguém e nem endossa relacionamento foi difundido e disseminado sem piedade, além disso, algumas e alguns diziam que a aliança era, inclusive, um ingrediente a mais para incentivar a traição de um parceiro, ou a quebra da aliança.

Sim, porque o que muitos não entenderam lá atrás e não entenderão nunca é que o simples, ou complexo em alguns casos, fato de um indivíduo usar uma aliançar, ou melhor, trocar alianças com outro indivíduo traz uma carga social muito além do simbólico ato de carregar um pedaço de metal nobre no dedo. Esta é uma verdade.

Por trás desse costume milenar está um compromisso com o ente amado e é nessa essência que reside o ato de trocar alianças, mas será que para por aí? Não. O compromisso se expande até os padrinhos, familiares, parentes, amigos, colegas de trabalho, aqueles que foram à cerimônia de troca sem convite, os que ainda tinham interesses sentimentais com um dos dois indivíduos e até mesmo com as pessoas que você jamais cruzará de novo em seu caminho de vida, mas que verão em seu dedo que você carrega uma aliança com outrem.

Em tempos contemporâneos, o cruzar de caminhos virou algo que nem sempre acontece para que você se encontre com outros indivíduos de sua sociedade. Muitas vezes estando em casa, no trabalho e até mesmo imerso em uma pequena tela de smartphone ou tablet cruzamos com outras pessoas que estão em situação similar. São as redes sociais que pipocam a internet e se tornaram queridinhas dos seres humanos.

Mas e aí? Então o portar de alianças nessa sociedade atual se tornou obsoleto já que entramos em contato em um plano que não é físico? Não. Em seu lugar entrou uma nova aliança, o status de relacionamento. Fulano está noivo, solteiro, casado, namorando, enrolado. Designações não faltam para nos colocar em um grupo que mais ou menos sinaliza se estamos disponíveis ou indisponíveis a outros indivíduos no quesito assuntos do coração.

E tudo bem que a maioria das pessoas não respeitará o seu status caso se interesse por você, pois como pontuei aí em cima, as alianças de dedo já não tem o poder de informar aos desavisados que você não está disponível, quiçá um status de rede social que pode - e em muitos casos é - ser mudado ao bel prazer das pessoas. O que se perdeu desde os tempos primórdios quando as alianças quase inquebráveis eram feitas não foi a rede social ou a maneira de se fazer alianças, mas sim o respeito dos seres humanos uns pelos outros.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sobre vídeo games, culpa e a saga de um jogador.


Fomos criados, meu irmão, eu e mais um milhar de homens - e talvez até amansados - na era do vídeo game. Nasci e um dos meus primeiros maiores desejos consumistas foi o Atari que um dia meu pai nos deu com tanto carinho. Veio de fora, dos tios marinheiros, que traziam os importados desejados por toda a família. Papai o transcodificou para termos cores e pronto. Antes disso eu já jogava telejogo na casa de um amigo, mas só quando seu pai nos permitia. Certo natal papai encheu a árvore de caixinhas de cueca com o nome do meu irmão e meu, na hora de abrir os presentes os dois frustrados encheram-se de alegria, dentro das caixas não havia cuecas e sim cartuchos de Atari.

Depois veio o Nintendinho. Esse veio com o tio seminarista que estava nos EUA, acho que ele que nos deu, ou papai encomendou não me lembro. Depois de transcodificado e desbloqueado papai nos levava para a locadora de cartuchos para nos deliciarmos em jogos, muitas vezes só mandávamos a lista dos jogos que queríamos e ele trazia tudo certinho. Tínhamos a pistola Nintendo e papai me deu de presente a assinatura de uma revista especializada em games e eu viciei. Do Nintendinho veio o Super Nintendo!!! Esse foi ganho – sim leitor invejoso – da mãe de uma aluna de minha mãe, um presentão! Completo, na caixa, zerado. Como era vindo dos EUA papai logo desbloqueou e esse já não precisava transcodificar só precisávamos ficar atentos aos jogos japoneses.

Em ambos os casos, Nintendo e Super Nintendo, além de um PC 386 na casa de um amigo onde jogávamos jogos de carrinho em telas verde/preto, só nos era permitido jogar em caso de férias. Durante todo o período letivo, incluindo feriados e fins de semana, os vídeo games eram fechados em um compartimento do armário do quarto de meus pais, inacessível. Só jogava nas férias quem tivesse boas notas, esse era o requisito. Aqui provavelmente começa a raiz do problema que tratarei nesse “artigo”: a culpa em se jogar vídeo game.

Depois veio o PSone, comprei-o eu mesmo, de um amigo, usado, comprei para ver como era e apaixonado a primeira vista comecei a jogar bastante. Na época eu era estudante de História e não tinha mais meus pais me vigiando, já não ligávamos tanto para os consoles, eu jogava WOW e AOE no computado e já não era só nas férias, no caso do PSone meus pais nem mesmo moravam mais comigo, eu já morava sozinho, mas eu me vigiava, só jogava nos fins de semana. Nessa época adquiri também o Game boy, primeira geração, que levava para a faculdade e jogava no intervalo.

Veio a formatura em História e ao invés do carro e da viagem que muitas famílias de classe média dão aos seus filhos eu pedi um PS2, sim e ainda era aquele quadradão!!! Pedi e ganhei! Papai se revoltou, falou com minha mãe: “onde já se viu um rapaz que termina sua graduação ganhar um vídeo game???”, ela ignorou e eu jogava com culpa todas as vezes. Equipei-o e chamava os amigos para jogar futebol com 4 controles! Sucesso! Eu era o amigo com o PS2 mais equipado da patota. Jogava com culpa até que um dia entraram na minha casa, ladrões, e levaram meu PS2 e todo o seu equipamento. Foi triste, fiquei chateado e me afastei dos vídeo games.

A vida profissional começou e a amorosa também, já não havia tempo para os vídeo games até que surgiram o PS3 e o PSP.  Pedi, de cara, que meus pais me enviassem os dois! E pedi junto com? Um Nintendo Wii. Sim, eu tinha uma estratégia em mente, lutaria contra meu pai, que obviamente se opôs à compra do PS3 e de quebra com o Wii ganhava o coração das moças que porventura pudessem entrar na minha vida. Valeu. Meu pai chiou, horrores. Se revoltou, mas nada podia fazer, eu já não ganhava, eu comprava meu vídeo game e junto dele jogos de terror. Ele falava: esses jogos com capeta na capa, não sei não. Paralelamente arranjei um esquema de meu irmão comprar seu Xbox 360 - ele preferiu ao PS3 por ser mais barato. Aproveitei a bagunça e comprei meu PSP, aquilo era a vida em minhas mãos! Levava para todo canto e como desculpa de estar em fila de banco, ou voando daqui pra lá, de lá pra cá, jogava e assistia a milhões de filmes.

O tempo passou e o Wii era um vídeo game feminino, que às vezes me divertia, e eu jogava sempre que podia o PS3, com culpa. A vida deu algumas lições e eu precisei de grana. O Wii rodou primeiro e depois como não houvera outra solução financeira e pressionado pela namorada que detestava vídeo games, vendi o PS3 gordão, de primeira geração. Chorei. Chorei porque ele era um ícone da minha liberdade que estava indo embora, minha inofensiva diversão que tanto incomodava meu pai e minha namorada, além de outras pessoas que eu via apaixonadamente defendendo em redes sociais o fim dos vídeo games, ganhavam a minha inocente e nem tão cara liberdade. Adotei o discurso que vendi porque nem jogava, que não tinha tempo e de fato o tempo era escasso e deixei que eles fossem embora, sabedor inclusive de que a grana deles nem mesmo serviria para grandes coisas, como de fato não serviu.

A namorada se foi e odiei ter cedido à venda do PS3, tanto que de raiva peguei emprestado o Xbox do meu irmão por 2 dias logo após o término para que ele me consolasse e consolou. Joguei até não poder mais, mas ele tinha só o primeiro Call of Duty que valia a pena, o restante eram jogos de corrida que eu não curto. Devolvi o Xbox e apaguei os vídeo games de minha vida. Trabalhar era preciso, além de recomeçar a vida.

Joguei nesse período na casa de amigos enquanto via crescer nas redes sociais, artigos de internet e matérias jornalísticas três linhas contra os vídeo games. Na primeira estavam as mulheres que agora se relacionando com a geração do vídeo game - que faço parte como contei aí em cima – começaram a atacar os jogos como “ladrões” de seus homens! Existem campanhas do tipo: se ele dá pause no vídeo game para te atender ao telefone, case com ele. Algo parecido com o que a geração masculina sofreu em relação ao futebol. Em segundo estavam os jornais e psicólogos picaretas (já que não existe estudo comprobatório) dizendo que os jogos deixavam crianças e jovens violentos. E por fim uma linha que defende que hoje em dia as crianças ficam mais em frente a telas que brincando na rua.

Ora, vamos analisar com calma as 3 linhas, lógico, colocando a opinião de quem vos escreve e tentar desmitifica-las. Quanto às mulheres, conforme eu identifiquei bem, esse “ele está me trocando por outra coisa” vem de longe. A mulher culpa o homem, animal menos desenvolvido que ela, de ser infantilizado por jogar vídeo game, coisa que é mentira, pois os jogos acompanharam a maturidade e hoje em dia vídeo games como PS3 e Xbox 360 são considerados entretenimento de adultos. Outra coisa é a eterna carência por atenção delas, pois qualquer que seja a troca, mesmo que momentânea, leva a uma crise, seja pelo futebol, vídeo game, carros, amigos, trabalho ou coisa que o valha.

Na segunda está a violência. Ora, como acusar os vídeo games de causar a violência nos jovens? Basta ligar a Globo, por exemplo, para ver alguém tomando tiro, cenas de sexo e etc. A televisão é uma fonte desse tipo de coisa e eu sinceramente não acredito que a exposição à violência cause a necessidade em se tornar violento nas pessoas, na verdade penso que o efeito pode ser, inclusive, o contrário. Por fim, não existem estudos conclusivos sobre qualquer uma dessas teorias, então até que exista não dá para perseguir como se fossem hereges quem se dedica a tais atividades, além disso, eu nunca quis servir o exército apesar de ter brincado a infância inteira com os Comandos em Ação, pelo contrário, tenho ojeriza ao serviço militar.

E por fim a questão das crianças estarem menos nas ruas e mais nos vídeo games. Segundo analiso, a culpa disso é dos próprios pais que ao acreditarem no terrorismo constante que TV’s e jornais fizeram sobre o uso do espaço público encarcerando seus filhos em casa por medo. Ora, crianças em casa à toa destroem o imóvel, elas tem energia. E os pais ao perceber isso socaram seus filhos em frente a televisão, só que a TV não interage e logo os vídeo games entraram no gosto da criançada. É lógica pura.

Conclusão:

Tudo em excesso faz mal, não defendo que a criança/adolescente/adulto fique horas e horas em frente a um vídeo game e saia ileso. Tenho quase certeza que isso vai lhe causar danos, sejam sociais, sejam cerebrais, ou de visão, não sei, não tenho competência intelectual para afirmar nada, porém tenho certeza em dizer: tudo em excesso faz mal.

Outra coisa importante é a índole. Criança na roça, sem pegar em um controle, mata pintinho e galinha no soco. Essas crianças sequer tiveram contato com o GTA, mas matam, são cruéis e etc. esse comportamento é inerente ao ser humano, nascemos cruéis e somos domesticados socialmente. Claro que o não respeitar da faixa etária dos jogos pode trazer danos ao comportamento de uma criança que já é violenta, portanto eu sempre recomendo aos pais que leiam e verifiquem os jogos que seus filhos estão jogando, pois já vi crianças de 8, 10 anos matando no GTA com a alegria de quem vê palhaços na TV. Defendo o respeito inegociável da faixa etária dos jogos.

Outra coisa são os pais que preferem os filhos dentro de casa. Ora, depende de você cultivar uma educação onde seu filho frequente praças, museus e clubes, meus pais sempre nos ensinaram que tem hora para tudo, portanto sabíamos que haveria hora de jogar vídeo game, hora de ajudar na limpeza da casa, hora de brincar de skate e assim por diante.

E por fim, às mulheres. Ora, essa briga de gêneros é irritante, mas deixo algo para as mulheres pensarem um pouco sobre o assunto (talvez aqui eu me defenda mais claramente). Se seu namorado/marido joga vídeo game nos momentos de relaxamento dele, qual o problema? Ele não espera que você se maquie por 45 dias para ir a uma festa? Ele não respeita sua ida de 3 dias ao shopping para olhar o preço de uma calça jeans e comprar depois na loja da esquina? Cada gênero com seu passatempo, com sua especificidade o que não anula também que mulheres joguem vídeo game e vejam futebol, além de homens que se maquiam (sem pedras, os metrossexuais existem) e demoram a se decidir em comprar uma peça de roupa. O que se deve ter em mente é o respeito. Quando está além do limite tolerável, converse e negocie ao invés de tolher, de cercear, isso cansa e o mercado anda complicado, se não der certo, procure um príncipe que não jogue vídeo game (ele certamente será um chato), ou quando seu moço estiver se dedicando ao Playstation, faça coisas que te apetece.

Viva os vídeo games!!! Sem culpa, por favor.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Google Maps e sim, eu insisto.




Hoje, primeiro dia útil de 2012, eu diria a todas as pessoas do mundo: compre um Android simplesmente pelo Google Maps que você terá a sua disposição, mas vamos com calma!

Comprar um Android não quer dizer entrar em uma loja e pronto, gastar dinheiro em um Android, comprar um Android significa muito mais que isso: Um Android, na minha opinião - e para mim, só serve do 2.3.4 para cima, anterior a isso é gasto de dinheiro em vão. Outra coisa é seu hardware. Lembra dos windows Vista instalados em máquina de hardware humilde??? Então! LERDEZA! Se tiver um Android em um Hardware (aparelho de celular) de processador fraco, DE NADA ADIANTA, vai passar raiva.

Então ok, de posse de um ANDROID (de verdade), você terá o Google Maps. Ok, o leitor mais ansioso e simplista berrou batendo na mesa que ele já o tem Google Maps em seu notebook, netbook, tablet - sem android e outros smartphones, e ele realmente tem. O que ele não tem é o serviço completo! Serviço COMPLETO!

Sim pessoal, um portador de um Android tem em seu Google Maps, além da navegação por voz, navegação de transporte público! Além dele te falar qual ônibus pegar, onde pegar e etc, ele vai te mostrando os pontos que você está passando até que você chegue ao seu destino final e salte sem que para isso precise contar com a boa vontade (e lembrança) do trocador/motorista para te falar o destino.

Ah! E sem esquecer: uma internet 3G com plano ilimitado! ISSO É FUNDAMENTAL para se ter um smartphone. Sem internet melhor ter um dumbphone.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A rede que assusta o amor.



Sou defensor descarado da pós modernidade e o principal motivo para isso é a entrada da internet em nossas vidas. Mas a rede mudou todo o comportamento humano??? Ou só potencializou? Não sei, não houveram estudos ainda que pudessem apontar se houve esse fenômeno ou se é só manifestação do que já existia, mas que as coisas mudaram isso sim, é palpável.

Uma das mudanças radicais em nosso comportamento foi em relação ao amor. O amor é encarado de forma mais subjetiva, menos compromissada, mais em rede do que em exclusividade e uma ferramenta boa que também confirma isso é o site de relacionamentos Facebook. Muitos não assistiram ao filme que conta a história da origem da rede, muitos assistiram e ignoraram o fato de que o Facebook, apesar de hoje ser usado para outros fins, teve seu primórdio objetivo na paquera, no descobrir o que aquela moça faz, do que gosta, onde vai, com que sai e quem namora.

Se namora, o Facebook inclusive indica se ficou solteira e se demorar pode-se mandar uma mensagem privada e paquerar longe dos olhos vigilantes do namorado(a). Mas os e-mails já não tornavam isso possível? (Pergunta o leitor ansioso), sim, tornavam, mas era preciso contato físico para buscar o endereço de e-mail; já no Facebook os perfis estão ali e permitem, inclusive, que o paquerado(a), já analise se vai deixar a paquera prosseguir ou não. 

Daí quando se dá a continuação da paquera, no casos dos compromissados, ela em muitos casos vai levar ao fim da relação (1/5 dos divórcios nos EUA contam com a palavra Facebook e em Portugal o número chega a assustantes 1/3). Claro, tudo isso depende de fatores psicológicos maiores, pois isso pode acontecer em uma mesa de bar, dentro do trabalho e etc, relacionamentos rompidos por terceiros e traições  são tão velhos quanto a humanidade, mas é verossímil que a rede deixa as pessoas mais desinibidas, mais "corajosas", entre aspas, pois há aí uma controvérsia se é coragem ou covardia a palavra a ser usada. Mas não vamos destrinchar variáveis nesse texto, fato é que fatores como massagem de ego, insatisfação na relação e fantasias são facilitadores para aqueles que entendem que é fácil ser agradável e simpático na rede se infiltrarem em relações alheias.

Hoje em dia o Facebook é caso de estudo para cientistas do mundo inteiro, os britânicos alegam que ele incita o divórcio e de acordo com os Estados Unidos ele já causou 28 milhões de divórcios. Ok, mas o que tem isso a ver com a pós modernidade? Talvez o que estudiosos da sociologia - e não tem como deixar de  citar Buaman - vem dizendo a um tempo: a liquidez das relações sociais. E qual a relação social mais efetiva para mensurarmos esse novo comportamento humano (no sentido de arriscar mais aceitar investidas de outros) que o amor???

O amor está falindo, mas Markz Zuckerberg, o nerd chutado pela namorada, inventor da rede em busca de paqueras e com sérios problemas de socialização, enriquece. Há salvação para o amor? O Facebook com certeza não é o culpado, pois se potencializa, somente enaltece sentimentos mesquinhos nativos de nossos corações.

Links complementares: 




terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Aplicativo de dar água na boca.



Imaginemos que você queira sair e não sabe aonde e que sua namorada/noiva/esposa te deixa levá-la a qualquer lugar que você queira. E aí? É preciso ter a informação que mulheres detestam parceiros indecisos, segundo consta, isso é fator, inclusive, de comparação em relação a outros homens. Pode ser simplista, mas para elas não conseguir decidir aonde ir em uma noite, quer dizer não conseguir decidir sobre o futuro. Tenso.

Existem diversas ferramentas que indicam o que está a sua volta: restaurantes, bares e etc, mas nenhum melhor que o Kekanto. O Google tenta, o Bing e existem guias como o da Veja, mas a mecânica e a lógica do Kekanto são de longe os melhores usados até hoje.

O Kekanto é um site que acumula resenhas e avaliações de pessoas que experimentam in loco lugares diversos que vão de restaurantes a casas de serviços diversos, pode até ter uma igreja, oficina mecânica e etc. Assim que passam pela experiência a turma vai contar pra todo mundo o que achou - eu defino isto como a fofoca do bem. Que nem sempre é do bem (no sentido de acariciar o ego do lugar), mas que se não for desse jeito é porque tem treta. "Como assim!" Exclama o leitor ansioso, já explico.

Sim, um lugar mal avaliado pelo pessoal que frequenta o Kekanto, deve ser analisado e, se for o caso, evitado pelo consumidor; e além disso precisa ser reavaliado pelo seu dono urgentemente! "Mas como saberei da veracidade da resenha???" Exclama novamente o exclamante leitor. O pessoal do Kekanto pensou em tudo e analisa as resenhas, bem como os perfis que postam, tudo é feito através da mecânica do site e da análise quando pedida, ou seja, perfeito.

Então já sabe, vai sair? Kekanto! Ele pode salvar seu casamento.

Link para instalação no celular:

http://br.kekanto.com/mobile

Link do site:

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

E-mail é coisa séria.


Eu sou um usuário crônico de e-mails, sobretudo quando o assunto é sério. Detesto o telefone, acho ele muito vulnerável ao "diz que me diz" e digo o que quero e o que ouço é o que acredito.

Pois bem, em tempos de comunicação-é-a-arma-do-negócio, a melhor defesa é o que te escreveram. Antes você ligava para alguém e dizia: "esse negócio é bom mesmo? Posso comprar que não quebra?" e ouvia "claro! Te garanto!!!", você comprava o "negócio" e ele quebrava e quem falou que você conseguia que o fulaninho assumisse o erro? Jamais!!! Esse é um exemplo.

Vivemos em um país pouco profissional, onde a esperteza e a malandragem são exaltados como dádivas divinas! Então nada melhor que o resguardo! Eu sempre me comunico por e-mails e uso a seguinte estratégia:

- a pessoa pode dizer que não leu. Insista, reenvie, telefone para perguntar se chegou, se a resposta for positiva peça uma resposta mesmo que só um "recebido". Jamais mande um e-mail e deixe pra lá. A desculpa: "pode ter caído no meu lixo eletrônico" pode ser usada contra você (e pode ser verdade... ou não).

- organize seus e-mails, faça pastas de acordo com os assuntos tratados. Leia e responda com português que não permita tantas interpretações (picareta que é picareta vai dar um jeito de mudar suas palavras para entender o que quiser). Faça com que a organização da sua caixa possibilite um resgate de e-mails de maneira prática; você não vai querer perder um e-mail importante quando alguém disser: "ele não me falou nada".

- seja breve, coerente e prático, nada de e-mails floreados com florzinhas e frases de incentivo no final. Quanto maior o e-mail e mais complexo, maior a desculpa: "nossa nem li isso" ou talvez você receba resposta para 1 item que escreveu. Seja objetivo e claro em seus propósitos e quando tiver respostas se não vieram completas insista no assunto.

Acho que é isso. Vamos de e-mail? Por aqui só assim! E-mail é documento, inclusive algumas vezes judicial. E-mail-me!